sábado, 27 de março de 2010

Saudade...

de ti.
de trocar ideias.
de pensar que estávamos próximas apesar da distância.
de sentir que te conhecia sem nunca te ter visto.

O silêncio incomoda e nem sei porque se instalou.

Sei pedir perdão quando me pesa a consciência, mas... de quê?

O incómodo é maior quando me passa pela cabeça que possas estar doente e não te poder dar o ombro amigo que a situação merece e requer.

Ao menos deixo a mensagem solidária, seja qual for a situação, para que saibas que eu estou aqui à distância de um... post, com este ramo de flores símbolo do nosso bem-querer virtual.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Deixa-me ser o que sou



Deixa-me ser o que sou

O que sempre fui,
um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens
cantarão as horas

Me recamarei de estrelas
como um manto real
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se...

Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
As imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!

Mário Quintana

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A vida é uma Ponte


Esta ponte lindissima e grandiosa que eu vejo todos os dias entrando em casa e que me inspirou a escrever estas quadras.

A vida é um atravessar de pontes, umas vezes atravessamos a a ponte a pé(pontapé), outras a andar, outras de carro e como eu muitas de avião.
Um vai e vem natural da vida, uma curiosidade sempre de saber o que se encontra na outra margem, será melhor? Por vezes é, mas nunca em tudo! O dinheiro, a fama, não têm o sabor desejado se por detrás desse mundo não houver uma realização pessoal, uma espiritualidade...Por experiência e porque vivi fora muitos anos, embora tivesse uma vida desafogada, faltavam-me as cores e a luz deste canto, a saudade dos meus. As raízes puxaram-me para a minha terra.

A PONTE

Atravessei teus pilares
com sonhos e esperança
esqueçer mil infortúnios
mágoas retidas de infância

O caminho foi longo
com pés ensanguentados
encontrei uma antiga praça
digna de reis aposentados

Ali bebi outras àguas
de rios que por ali passam
comi frutos de néctares doçes
dormi em braços que enlaçam

Sonhando continuei
vagueando pelas ruas
galgando outro empedrado
trotando em belas charruas

O mar ao norte encontrei
um pouco feio, sem muita graça
a cor em nada me lembrava
onde navegara minha barcaça

De tanto dormir, despertei
saudosa e com a dor no peito
a ponte outra vez atravessei
Fico aqui, não tem outro jeito!

Ana Paula Roque

sábado, 11 de julho de 2009

Eduardo Prado Coelho


Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,

bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão

que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda

sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude

mais apreciada do que formar uma família

baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais


poderão ser vendidos como em outros países, isto é,

pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal

E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares

dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,
como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil

para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo,

onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois,

reclamam do governo por não limpar os esgotos.

-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que

é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.

-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis

que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média

e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços,

ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada

finge que dorme para não lhe dar o lugar.

-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro

e não para o peão.

-Um país onde fazemos muitas coisas erradas,

mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,

melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem

corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,

apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,

o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,

mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTICE PORTUGUESA' congénita,

essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui

até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana,

mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,

é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,

o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,

mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a

erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,

nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei

com a força e por meio do terror ?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece

a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,

ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,

igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa

a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos,

a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses

nada poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, somos tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável,

não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco,

de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa ?... MEDITE !


EDUARDO PRADO COELHO

domingo, 28 de junho de 2009

Cazino

"A vida é um jogo de sortes, virtudes, vícios em que ora se ganha ora se perde e, os Cazino, reflectem essa realidade inquestionável através da música. Pode-se passar de um estado de êxtase a um estado depressivo, de uma conquista a uma frustração no mesmo tema, tal como no quotidiano. As músicas partem de histórias biográficas, ou não, que espelham "o sentimento humano" podendo provocar sentimentos de felicidade e momentos de introspecção, reflexão ou até mesmo desânimo e desorientação.” Os Cazino são uma banda de pop/rock Português, com um som actual, diferente do que nos habituamos a escutar por estas paragens.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Dia do Corpo de Deus

O dia do Corpo de Deus é uma exultação popular à Eucaristia, sendo manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente uma quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de quinta-feira Santa, daí o seu carácter de feriado móvel.

Começou a ser celebrado há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Chegou a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo.

No princípio do sec. XV, com D. João I, a festa do Corpo de Deus era já celebrada com solene procissão, e actualmente inúmeras instituições e comunidades fazem festa com redobrado fervor, incluindo a procissão.